#jornalistascontraoassedio

Jornalistas brasileiras lançaram na semana passada o movimento Jornalistas contra o Assédio, para denunciar casos de assédio contra profissionais da imprensa e conscientizar o público sobre o tema. A campanha foi criada após a demissão de uma repórter que havia denunciado ter sofrido assédio sexual durante uma entrevista com um músico brasileiro.

Assista ao vídeo:

14 erros a evitar na hora de escrever

Este texto já foi publicado. Provavelmente, republicado e ‘tre-publicado’. Mas resolvi usar como meio de ilustrar a importância de um bom conteúdo. Principalmente, agora que estou reposicionando a WebMilk e investindo neste ponto, que desponta como fundamental daqui por diante

E, nesta época em que os robôs já ensaiam seis primeiros textos, mais que nunca ser humano é que vai fazer a diferença. Conteúdo com conteúdo. Eis a questão. Máquinas nunca poderão fazer isso.

Ou como dizem: “O Conteúdo é o rei”. conteudo-rei2-300x1761

Então, assim, seguem “14 erros que você não deve cometer…”

 

“1. Evite repetir a mesma palavra, porque essa palavra vai se tornar uma palavra repetitiva e, assim, a repetição da palavra fará com que a palavra repetida diminua o valor do texto em que a palavra se encontre repetida!

2. Fuja ao máx. da utiliz. de abrev., pq elas tb empobrecem qquer. txt ou mensag. que vc. escrev.

3. Remember: Estrangeirismos never! Eles estão out! Já a palavra da língua portuguesa é very nice! Ok?

4. Você nunca deve estar usando o gerúndio! Porque, assim, vai estar deixando o texto desagradável para quem vai estar lendo o que você vai estar escrevendo. Por isso, deve estar prestando atenção, pois, caso contrário, quem vai estar recebendo a mensagem vai estar comentando que esse seu jeito de estar redigindo vai estar irritando todas as pessoas que vão estar lendo!

5. Não apele pra gíria, mano, ainda que pareça tipo assim, legal, da hora, sacou? Então joia. Valeu!

6. Abstraia-se, peremptoriamente, de grafar terminologias vernaculares classicizantes, pinçadas em alfarrábios de priscas eras e eivadas de preciosismos anacrônicos e esdrúxulos, inconciliáveis com o escopo colimado por qualquer escriba ou amanuense.

7. Jamais abuse de citações. Como alguém já disse: “Quem anda pela cabeça dos outros é piolho”. E “Todo aquele que cita os outros não tem ideias próprias”!

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8. Lembre-se: o uso de parêntese (ainda que pareça ser necessário) prejudica a compreensão do texto (acaba truncando seu sentido) e (quase sempre) alonga desnecessariamente a frase.

9. Frases lacônicas, com apenas uma palavra? NUNCA!

10. Não use redundâncias, ou pleonasmos ou tautologias na redação. Isso significa que sua redação não precisa dizer a mesmíssima coisa de formas diferentes, ou seja, não deve repetir o mesmo argumento mais de uma vez. Isso que quer dizer, em outras palavras, que não se deve repetir a ideia que já foi transmitida anteriormente por palavras iguais, semelhantes ou equivalentes.

11. A hortografia meresse muinta atensão! Preciza ser corrijida ezatamente para não firir a lingúa portuguêza!

12. Não abuse das exclamações! Nunca!!! Jamais!!! Seu texto ficará intragável!!! Não se esqueça!!!

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13. Evitar-se-á sempre a mesóclise. Daqui para frente, pôr-se-á cada dia mais na memória: “Mesóclise: evitá-la-ei”! Exclui-la-ei! Abominá-la-ei!”

14. Muita atenção para evitar a repetição de terminação que dê a sensação de poetização! Rima na prosa não se entrosa: é coisa desastrosa, além de horrorosa!”

(Heraldo Leite)

Leia = ‘Free – A Guerra dos Preços’

Baixar-Livro-Free-Gratis-Chris-Anderson-em-PDF-ePub-e-MobiO físico (de formação acadêmica), jornalista e escritor norte-americano Chris Anderson é conhecido pelo livro “A Cauda Longa” uma das obras mais conceituadas quando se fala do mundo digital. Mundo do qual, a bem da verdade, ainda estamos apenas arranhando a superfície. E Chris aprofunda ainda mais suas percepções e análises com outro livro – ‘Free (Grátis) – O Futuro dos Preços’ – obra na qual pretende explicar “por que pagaremos cada vez menos no mundo virtual”.

Em que pese certa prolixidade do autor, principalmente no início quando se alonga demais sobre o conceito de ‘Grátis’ durante a história econômica mundial, Chris Anderson realmente pesquisou sobre o assunto e, além dos questionamento, oferece uma espécie de manual de instruções para os empreendedores e o mundo dos negócios de uma maneira geral. É aí, depois de uma quase desnecessária teorização e contextualização, que a leitura deslancha.

“Se for digital, mais cedo ou mais tarde será grátis”. Este é o primeiro princípio que constam em ‘As regras do Grátis – Os 10 princípios da mentalidade da abundância”. Segundo o autor, “a internet é o mercado mais competitivo que o mundo já conheceu”. Assim, com os custos de tecnologia – processamento, largura de banda e armazenamento – se aproximando do zero a cada ano, o ‘Grátis’ são inevitáveis.

OK. Tudo certo. Mas como ganhar dinheiro? Ou, numa linguagem mais atual: “Como monetizar as ações e operações dentro do ambiente virtual e do mundo digital?” A resposta segue no mesmo capítulo: “O ‘Grátis’ faz as outras coisas terem mais valor. “Cada abundância cria nova escassez” – teoriza o escritor. “Cem anos atrás, o entretenimento era escasso e o tempo, abundante; agora é o contrário.”

Entre tantos exemplos, histórias e cases de sucesso, Chris Anderson destaca “O poder dos camelôs brasileiros”. E o exemplo citado nada mais é do que a extinta Banda Calypso que inovou ao deixar correr livremente o mercado negro de seus CDs vendidos a preço de “dez mil réis de mel coado” por centenas, talvez milhares, de camelôs somente em São Paulo. É que banda de Joelma e Chimbinha – antes da polêmica separação, registre-se – percebeu que seu negócio não era a venda de CDs. Assim, ela não se importou em deixar de ganhar dinheiro com a comercialização de CDs, e se concentrou no mercado de shows, mais lucrativo.

“Viajando de uma cidade à outra, sempre precedida por uma onda de CDs superbaratos, a Banda Calypso é capaz de lotar centenas de shows por ano”, narra Chris Anderson. Contando também que o sucesso da banda foi contado, também, pelo antropólogo e estudioso da música brasileira, Hermano Vianna. Interessado em divulgar a banda, que até então era quase que desocnhecida na região Sudeste, Hermano ofereceu um avião que transportaria a banda. Foi quando ouviu: “Não precisa. Nós temos nosso próprio avião”.

O setor de entretenimento talvez seja a faceta mais conhecida das vantagens do ‘Grátis’. Com bandas que oferecem downloads gratuitos de faixas musicais, enquanto lotam auditórios e ginásios com seus shows. Jornais e portais de informação trabalham com o conceito de ‘Freemium’: uma junção entre ‘free’ (grátis) e ‘premium’ (especial). É quando uma parcela do negócio (serviços, em sua maior parte) é oferecida gratuitamente, mas há a possibilidade de se obter uma versão paga e melhor, que cubra os custos da versão grátis e ainda dê lucro. Um exemplo: gratuitamente você pode acessar duas notícias diárias em um portal. Em uma versão superior, pagando uma taxa mensal, seu acesso é ilimitado.

Mas se outras segmentos, até alheios ao mundo digital, resolverem incorporar os novos conceitos desta palavrinha quase mágica –  ‘Grátis’? Pois bem. Chris Anderson cita dois exemplos muito criativos.

1) “Na China, alguns médicos são pagos mensalmente quando seus pacientes estão saudáveis. Se você estiver doente, a culpa é do médico, então você não precisa pagar naquele mês. A meta deles é mantê-lo saudável para receberem o pagamento mensal.”

2) “Na Dinamarca, uma academia de ginástica oferece uma programa no qual você não paga nada se aparecer pelo menos uma vez por semana. Mas falte uma semana e você terá de pagar o preço cheio pelo mês. A psicologia é brilhante.”

Em tempos de mudanças profundas no mercado de trabalho, nada mais útil do que ler “Free (Grátis) – O futuro dos preços”. Com certeza boas ideias vão surgir e você pode aprender como ganhar dinheiro com seu trabalho e seu ofício sem depender tanto de um emprego fixo. Artigo, infelizmente, cada vez mais raro.

Ficha Técnica

Free (Grátis) – O futuro dos preços, Chris Anderson, Editora Elsevier/Campus, 212 páginas

Leia = Faça como Steve Jobs

Download-Faça-Como-Steve-Jobs-Carmine-Gallo-em-ePUB-mobi-e-PDF-370x540Muito tem se escrito sobre Steve Jobs, o gênio irascível ou o iluminado que mudou o mundo com uma maçã. São biografias e filmes a cultuar a personalidade polêmica do empresário. Porém, o livro de Carmine Gallo – “Faça como Steve Jobs – E realize apresentações incríveis em qualquer situação” – está longe de jogar mais confetes, mas sim, mostrar como apresentar ideias, produtos e serviços.

E, por apresentações, não entenda somente aquelas chatices sem fim ilustradas com o programa Power Point (ou seus irmãos e genéricos). O autor ensina uma série de técnicas com minúcias e muito didatismo. O livro merece ser realmente estudado do que decorado em algum par de horas. “Lembre-se: é a história, e não os slides, que mobilizará a imaginação de sua plateia”, ensina Carmine Gallo.

Também há a recomendação de muito treino e ensaio, ou seja, a famosa transpiração no lugar da inspiração. Em meio a uma série de técnicas sobre a escolha correta da linguagem, da postura corporal e dos gestos, o livro revela que as apresentações de Jobs eram ensaiadas à exaustão. Havia uma sincronia na qual o exigente executivo Apple exigia a perfeição e atenção constante do pessoal de apoio.

Portanto, não espere uma fórmula fácil e mastigada. O próprio autor, Carmine Gallo, analisou cada uma das apresentações de Steve Jobs. Desde os primórdios, quando Jobs ainda tinha aquela cara de nerd-pós-hippie-e-vegetariano até as mais recentes quando do lançamento dos já icônicos iPhone e iPad. E o livro é dividido em três ‘atos’: “Crie a História”, “Entregue a Experiência” e, por último, “Refine e Ensaie”. Cada um desses atos foi dividido em diversas “cenas”; é nelas que o livro se desenvolve.

Não é livro indicado, única e exclusivamente, para palestrantes, professores e vendedores. Num mundo em que precisamos nos destacar até na confecção e entrega de um simples Curriculum Vitae, Carmine Gallo dá dicas preciosas e pontuais sobre comunicação, criação de “conversas” e como contar histórias . Afinal, como o autor cita:

“Uma pessoa pode ter a melhor ideia do mundo – totalmente original e inovadora -, mas, se ela não for capaz de convencer as outras pessoas, a ideia não terá nenhuma importância.”

Ficha Técnica

Faça como Steve Jobs – E realize apresentações incríveis em qualquer situação, Carmine Gallo, 239 páginas, Editora Lua de Papel

Leia = Novos Negócios Inovadores de Crescimento Empreendedor No Brasil

Novos negóciosO livro “Novos Negócios Inovadores de Crescimento Empreendedor no Brasil”, de Sílvio Meira, não é leitura fácil. Não fossem as ilustrações descontraídas e a linguagem despojada do autor, a obra está mais próxima de uma tese de mestrado do que centenas de livros voltados para negócios que habitam livrarias mundo afora. E mais: como seu próprio autor salienta, não se trata de uma espécie de auto-ajuda que, ao final da leitura, garante sucesso e conta bancária recheada ao nobre leitor. Mas é obra de fôlego, talvez fundamental para quem quer – de verdade – empreender.

Para começar, apesar de Silvio Meira ter sua trajetória voltada para a área de tecnologia, o livro serve para quem vai abrir uma floricultura na esquina ou um aplicativo ultra-mega revolucionário. A partir da premissa que ao abrir um negócio você precisa ter em mente que precisa resolver o problema de alguém – ou até mesmo descobrir que tipo de problemas as pessoas têm. E prepare-se para uma série de conceitos, equações e gráficos através dos quais o autor disseca temas como ‘cultura empreendedora’, ‘estratégias’, ‘inovação’ e, até mesmo o tão cultuado (ao mesmo tempo em que ignorado) ‘plano de negócios’.

No entanto, o livro é escrito de forma aleatória e esta não linearidade permite ao leitor se debruçar sobre determinado tema sem ter que seguir passo-a-passo a fórmula mágica de se começar um pequeno empreendimento na garagem da casa do papai até se transformar no sucessor de Steve Jobs no mundo dos negócios.

Há também revelações surpreendentes, como uma pesquisa feita pela conceituada Booz, Allien & Hamilton, em 2005. Após ouvir mais de mil empresas que mais investem em pesquisa e desenvolvimento para detectar o que seus gastos nesta área tinham a ver com os resultados, a consultoria concluiu: nada. Isso mesmo. “Não há qualquer correlação significativa com medidas de sucesso. Nenhuma. Seja com lucros, receita, crescimento ou retorno para os acionistas, nada. A simples decisão de investir em inovação não é suficiente”, afirma Meira, citando um empresário, o grego Nikos Mourkogiannis.

Certamente ainda há muito o que se discutir e aprender sobre empreendedorismo e inovação no Brasil, como se ambas fosse a panacéia para tantos e todos os problemas do Brasil. Mas o livro de Silvio Meira certamente é a ignição que falta para um enriquecedor e longo debate que faz falta sobre o tema. Vale a leitura.

Ficha Técnica:

Novos Negócios Inovadores de Crescimento Empreendedor No Brasil – Silvio Meira, 416 páginas, Editora Casa da Palavra.