Países desistem da capitalização das aposentadorias

Quatro países querem mudar sistema que Brasil quer adotar
Idosos mal conseguem pagar as contas

Décadas depois de realizarem grandes reformas que, via de regra, substituíram sistemas públicos de Previdência por outros total ou parcialmente privatizados, cada um deles se deparou com pelo menos um grande problema: ou o valor dos benefícios recebidos pelos aposentados era muito baixo ou o alcance do sistema se revelou muito restrito, o que deixaria um percentual significativo da população sem aposentadoria no futuro.

Ao contrário de boa parte dos vizinhos, o Brasil ainda segue um modelo de repartição na Previdência, que é administrada exclusivamente pelo governo e na qual as contribuições de quem está na ativa pagam os benefícios de quem está aposentado.

No regime de capitalização, cada trabalhador faz sua própria poupança em contas individuais que, de forma geral, são geridas por entidades privadas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, repetiu durante a campanha eleitoral sua intenção de instituir esse modelo no Brasil. No início de janeiro, ele declarou que o regime de capitalização seria para “gerações futuras” de trabalhadores brasileiros, sem dar detalhes. A equipe econômica deve encaminhar uma proposta de reforma da Previdência ao Congresso neste mês.

Leia mais na página da RIAAM-Brasil – nosso cliente. Clique abaixo

https://riaambrasil.org.br/reforma-da-previdencia-quatro-paises-revisam-capitalizacao/

Agora você pode Viajar à Vontade

O maior e melhor clube de viagens do mundo chega ao Brasil

Está chegando ao Brasil o maior e melhor Clube Vip de viagens do mundo. O DreamTrips possui, atualmente, cerca de 2 milhões de associados ativos em todo o planeta. No Brasil o número de adesões cresce a cada semana. Hoje já conta com aproximadamente 8 mil associados.

Trata-se de um clube de entretenimento em quo o associado tem garantia de menor preço nas viagens, preços atrativos em passagens aéreas, nas diárias, no aluguel de carro, até em cruzeiros. Seus pacotes chegam a ser70% mais baratos que os sites de busca e agências de turismo, além de alguns mimos que a empresa oferece a mais nos seus pacotes.

Turismo gera 6,5 milhões de empregos

Estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (em inglês World Travel & Tourism Council – WTTC), em parceria com a Universidade de Oxford, revela que o setor representa 7,9% do PIB nacional e é responsável por 6,5 milhões de empregos

O turismo envolve uma grande quantidade de serviços,tanto de forma direta quanto indireta. O público diversificado consome produtos heterogêneos, por isso, aspectos econômicos, naturais e sociais são condicionantes e interferem na demanda turística de um país.

Outro aspecto a ser considerado é que o Brasil tem um território diversificado – com clima, cultura, atrativos e economias diferentes- e a cada dia atrai turistas estrangeiros, além da força do turismo doméstico.

O estudo da WTTC analisa 185 países de 25 regiões do mundo. O documento reforça a importância da atividade para a economia global.

Clubes de viagem estão em alta no mundo

A Dream Trips atua hoje em pelo menos 30 países e continua em expansão. Uma das grandes vantagens é que eles garantem 100% de reembolso caso seja encontrado valor menor em qualquer local ou site e a adesão pode ser compartilhada com a família.

“O Brasil tem um enorme potencial de turismo interno e com a chegada da Dream Trips aumenta a possibilidade de as pessoas viajarem dentro do Brasil, como também conhecer outros países investindo bem menos na viagem”, afirma um dos responsáveis pela Dream Trips no Brasil, ElmárioCarlos.

Saiba mais

Quer saber mais e se associar ao clube?

Acesse o site viajaravontade.com.br

Para entender a crise urbana

Para_entender_a_crise_urbana
Ermínia Maricato e a capa do livro

“Ninguém vive só dentro de casa: vive na cidade”. A constatação faz parte da apresentação do livro “Para entender a crise urbana“, de Ermínia Maricato. Compilação de artigos e entrevistas da autora, uma das mais renomadas e atuantes arquitetas e urbanistas do Brasil, o livro traz números e estatísticas inquietantes.

Inquietantes porque preocupantes e quase sempre invisíveis e até relegadas ao segundo plano. Para início de conversa (o que não é nenhuma novidade), o Brasil vem migrando para as cidades. “Na década de 1960, o Brasil tinha 44,67% da população das nas cidades (Censo IBGE). Em 1980, já eram 67,59%. Houve um acréscimo de cerca de 50 milhões de pessoas nas cidades, e os problemas urbanos se aprofundaram”, cita a autora.

E os números do IBGE demonstram o resultado desta ocupação – se não desordenada, pessimamente planejada -:

Em São Paulo que se autoproclama “a maior cidade da América do Sul”, estima-se que as favelas abrigam 391 mil domicílios e mais de dois milhões de moradores, o equivalente a 11% da população da cidade.

Em todo o país, o número de brasileiros vivendo em habitações irregulares é de 11,4 milhões.

Além das questões de saneamento e moradias precárias, sem espaço onde numerosas famílias se amontoam em cubículos, outra questão é destacada por Maricato. Todo este batalhão precisa se deslocar dentro da cidade. E é aí que entra outro ponto nevrálgico: a mobilidade.

 

“O império do automóvel. Transporte coletivo em ruínas”

 

Sacolejando dentro de ônibus e trens precários, o paulistano sofre no seu dia a dia, no simples ato de sair de casa para trabalhar.

“O tempo médio das viagens em São Paulo era de 2 horas e 42 minutos. Para um terço da população, esse tempo era de mais de 3 horas. Para um quinto , era de mais de 4 horas”, cita Maricato. Isto quer dizer que ao fim de uma existência o resignado passageiro passou uma parte dentro de ônibus, metrôs e trens.

Mas a situação não penaliza somente quem não tem o tão sonhado carro próprio. Motoristas – e tanto faz o dono de um reluzente modelo de luxo quanto dos suscetíveis carros populares – também são vítimas deste nó no trânsito.

“Os congestionamentos de tráfego chegam a atingir 763,79 km de vias. A velocidade média dos automóveis em São Paulo, entre 17 e 20h em junho de 2012, foi de 7,6 km/h, ou seja, quase a velocidade de caminhada a pé.”

Crédito mais fácil e isenções fiscais dos últimos anos aumentaram o acesso ao carro próprio. “Em 2003, o número de automóveis em 12 metrópoles brasileiras era de 23,7 milhões e, em 2013, era de 45,4 milhões, ou seja, praticamente dobrou”. O resultado? Índices alarmantes de poluição do ar e sua trágica consequência na saúde da população em geral. “Aproximadamente 12% das internações respiratórias em São Paulo são atribuíveis à poluição do ar”.

Sem nos aprofundar aqui sobre a violência do trânsito, com estatísticas do Ministério da Saúde revelando que nos últimos cinco anos morreram em acidentes de trânsito 110 pessoas e mais de mil feridos diários. Destaque para os atropelamentos, com mais de 45% no total de acidentes.

 

Paradoxo dos investimentos públicos

 

Se a mobilidade é um dos pontos mais sensíveis da vida nas grandes cidades, a valorização também tem seus reflexos. Neste sentido, segundo Ermínia Maricato, a questão é paradoxal. A partir da retomada dos investimentos públicos em infraestrutura (habitação, saneamento e transporte urbano), a especulação correu solta e o preço dos imóveis ultrapassou a estratosfera.

“Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2015, o preço dos imóveis subiu 265,2% no Rio de Janeiro, e 218,2% em São Paulo.”

A explicação, segundo a autora, “como a moradia é uma mercadoria especial (porque é vinculada à terra, uma condição não reproduzível) os subsídios incidiram no aumento do preço da terra”. Ou seja, o capital – leia-se as gigantes imobiliárias – ganha com a especulação.

Ermínia Maricato foi a secretaria-executiva do Ministério das Cidades, logo de sua criação no primeiro governo Lula, a partir de 2003. Junto com o ministro Olívio Dutra chegou a elaborar uma série de planos visando uma reforma urbana mais abrangente e duradoura.

Mas ficou no cargo até 2005, quando a série de alianças e negociações do governo, que enfrentava a crise do Mensalão, fez com que o ministério ficasse na cota do PP. Mas aí é outra história.

Recheado de números e gráficos, “Para entender a crise urbana” leva à reflexão e serve de auxílio para aqueles que pretendem fazer das cidades locais melhores para se viverem.

Ermínia Maricato esteve em Belo Horizonte participando do quinto módulo “A Questão Urbana no Brasil”, do Curso de Realidade Brasileira. Na ocasião também participou do º Fórum Mineiro do BrCidades, na Ocupação Pátria Livre.

Solução nas políticas públicas

“O problema não se resolve com a distribuição de renda ou do salário. Porque mais salário não compra o transporte coletivo, não compra uma boa localização na cidade, porque isso fica mais caro. Aumento salarial é absorvido pelo custo da cidade e isso só se resolve com políticas públicas”.

Esta é uma das proposições do livro e o desafio está lançado.

Sobre a autora:

Professora universitária, pesquisadora acadêmica, ativista política, ocupou cargos públicos na Prefeitura da Cidade de São Paulo, onde foi Secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano (1989-1992) e no Governo Federal, onde foi Secretária Executiva do Ministério das Cidades (2003- 2005) cuja proposta de criação se deu sob sua coordenação.

É professora aposentada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo onde defendeu mestrado, doutorado, livre docência e aprovada em concurso para professora titular.

Fundadora do LABHAB- Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAUUSP (1997); coordenadora do Curso de Pós Graduação da FAUUSP (1998-2002), e integrante do Conselho de Pesquisa da USP (2007)

Professor visitante do Human Settlements Centre da University of British Columbia,  Canadá (2002) e da School of Architecture and Urban Planning of Witwatersrand – Johannesburg/South Africa (2006).

 

Ficha técnica:
Autor: Ermínia Maricato
Número de páginas: 112
Editora: Expressão Popular

Mais informações no link da Expressão Popular

Uma silenciosa epidemia de fome mata quase 5 mil idosos por ano

Abandono pela família é uma das causas principais

Nas últimas três décadas, o Brasil vem conseguindo reduzir a morte de crianças por desnutrição – a queda foi de impressionantes 97% entre 1980 e 2015. Mas pouco se fez para conter a fome dos idosos. O número de brasileiros com mais de 60 anos cresceu 231% nesses anos, e as mortes por falta de nutrição adequada, entre eles, subiram 365%.

FAZ MAIS DE 25 anos que a desnutrição mata mais idosos do que crianças no Brasil, apontam dados do Datasus, um banco de dados do Sistema Único de Saúde alimentado com informações sobre doenças, epidemias e mortalidade.

Pelo menos quase 5 mil pessoas com mais de 60 anos de idade morreram de fome em 2016, número que vem se repetindo há uma década – e não se falou disso até agora. As informações foram coletadas pelo Livre.jor, agência de jornalismo especializada em dados públicos, para o “The Intercept Brasil.”

Em 1980, morriam 58 crianças por desnutrição a cada 100 mil habitantes. Trinta e cinco anos depois, em 2015, esse número caiu para menos de duas, enquanto o total de idosos mortos de fome pulou de quase 15 para mais de 21 a cada 100 mil, no mesmo período.

Em 1991, quando Fernando Collor de Mello ainda era presidente do Brasil, os idosos que morriam por falta de comida já haviam ultrapassado as crianças.

Desnutrição atinge os mais velhos

Mas os mesmos especialistas confirmam a tendência apontada pelos dados que estão no Datasus: se cada vez menos crianças morrem por desnutrição, em grande parte graças a políticas públicas bem sucedidas implementadas sobretudo nos últimos 15 anos, é cada vez maior o número de idosos que perecem por não ingerir nutrientes em quantidade suficiente.

Dito de outra forma: há uma silenciosa epidemia de desnutrição matando milhares de idosos por ano – uma média de 13 casos por dia. E falamos, é bom repetir, de números enormemente subestimados.

As causas para a desnutrição entre idosos vão do abandono pela família à exploração econômica deles – normalmente, por pessoas próximas. “Não é incomum que idosos sejam abandonados por famílias sem condições de sustentá-los”, disse Kiko Afonso, diretor-executivo da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, a ong fundada pelo sociólogo e ativista de direitos humanos Herbert de Souza, o Betinho.

(Leia mais na página da RIAAM-Brasil – CLIQUE AQUI )

Como o conceito de idoso vem mudando

Idosos mais saudáveis e ativos

Segundo dados recentes do IBGE, em 2017, o País superou a marca de 30 milhões de idosos.
A previsão é de que, em 2042, a população brasileira atinja 232,5 milhões de habitantes, sendo 57 milhões de idosos – quase um quarto, ou 24,5%).

No início do século passado, a expectativa de vida era de cerca de 40 anos. Hoje, gira em torno dos 75-85 anos, principalmente nos Países desenvolvidos.

Os avanços da Medicina contribuíram de modo muito claro para essa longevidade: descoberta das causas de várias doenças e respectivos tratamentos; criação de vacinas; novas tecnologias; mudança de foco de várias áreas da Medicina para a prevenção das doenças; etc.

O próprio conceito de idoso já mudou, uma vez que uma pessoa de 60, há cerca de 20 anos, era considerada “velha”. Atualmente, quem tem 60-70 anos pode estar física e mentalmente saudável, com plena disposição para trabalhar, viajar, praticar esportes e namorar.

Trata-se de uma população que quer continuar ativa, e está longe de “se aposentar da vida”. Pelo contrário. A maioria das pessoas dessa faixa etária enxerga essa fase como uma oportunidade para, enfim, se divertir!

Terceira idade com qualidade de vida

O desafio é mudar conceitos, uma vez que envelhecer implica em se ajustar continuamente a um lento processo de perdas físicas, psicológicas e cognitivas. Muito da velhice saudável depende da aceitação dessa condição.

Infelizmente, no Brasil, chegar aos 70 ou 80 anos com tranquilidade financeira é para poucos. Ao chegar na aposentadoria, a maioria dos brasileiros passa a receber um valor muito abaixo da receita que tinha quando trabalhava.

Quem não guardou dinheiro ou fez uma previdência privada, e passa a contar apenas com a aposentadoria, provavelmente terá que continuar trabalhando por conta própria para garantir sobreviver. Pior: precisará reduzir bastante seu padrão de vida.

(* Publicado no site da RIAAM Brasil – Leia mais AQUI)