Acompanhe as guerras digitais

cabodeguerra1O relatório Digital Vortex: How Digital Disruption is Redefining Industries (O Vórtice Digital: Como a disrupção digital está definindo a indústria), apresentado pelo DBT Center (Global Center for Digital Business Transformation), revelou: aproximadamente 40% das atuais empresas de 12 setores do mercado irão desaparecer nos próximos cinco anos. A locadora de filmes Blockbuster e a enciclopédia Barsa são dois dos mais conhecidos exemplos de gigantes que perderam terreno.

São as chamadas guerras digitais, que envolvem “o novo” X “o antigo”. Aliás, o termo guerra cabe como uma luva no episódio envolvendo Taxistas X Uber. As duas partes chegaram às vias de fato.

Mas, muito além do Uber há outras contendas acontecendo. Vejamos:

WhatsApp x Operadoras de telefonia

Recentemente, o presidente da Vivo, Amos Genish, mirou suas armas contra o aplicativo WhatsApp. “Não tenho nada contra o WhatsApp, que é uma ferramenta muito boa, mas precisamos criar regras iguais para o mesmo jogo”, disse.

Detalhe: dias antes, o jornal “O Globo” estampava em manchete que as operadoras – antes intocadas e lucrativas – começavam a registrar vermelho em seus balanços. O jornal debitou o prejuízo na conta da crise. Mas, significa que com a crise as pessoas estão falando menos? Ou será que estão usando aplicativos?

Netflix X Emissoras de TV

Quem migrou da TV aberta e desembarcou em planos de TV paga – a no mínimo R$ 70 mensais – agora pode optar por uma mensalidade de cerca de R$ 20 e ter à sua disposição um catálogo com mais de 3 mil opções entre filmes, seriados e programas infantis.

A reação: as grandes emissoras (infelizmente, duas ou três) batem o pé e querem saber como se consegue esse baixo custo. E mais: já pedem que o governo aplique mais impostos.

Netflix X Locadoras de vídeos

Neste caso, a Netflix foi a pá de cal em uma briga que começou com as TVs por assinatura, cambaleou com os downloads ilegais da internet e agora agoniza com a Netflix. Ao longo desta agonia, as locadoras – que começaram com o VHS, compraram gigantescos estoques de DVD e buscaram um suspiro com o Blu Ray – até tentaram se diversificar. Mas a mudança de ramo é certa.

Amazon X Livrarias

A gigante do carequinha Jeff Bezos não para de inovar. E não para de vender livros. E a um custo tão menor que os donos de livrarias tradicionais coçam a cabeça e se perguntam: como? Nos Estados Unidos, a Meca da livre concorrência, no mês passado, as organizações The Authors Guild, Authors United e a Associação Norte-americana de Livrarias pediram que o Departamento de Justiça dos EUA investigasse as vendas da Amazon.

Airbnb X Hotéis

Talvez a caçula destas empresas que estão sacudindo o mundo dos negócios, a Airbnb é uma plataforma que reúne milhares de opções de quartos ou imóveis para locação em mais de 200 localidades. Sem muita burocracia. Ainda por cima traz renda para quem aluga quartos e até casas inteiras.

Spotify X Gravadoras e artistas

Talvez esta seja a guerra mais antiga, desde o surgimento do Napster, um compartilhamento de arquivos de música que nunca mais deixou pedra sobre pedra no meio musical. A maior queixa é que a mensalidade do streaming de música – cerca de R$ 20 – é inferior ao preço de um CD.

 

Uber testa carro autônomo

O veículo da Uber, em testes
O veículo da Uber, em testes
O protótipo da Google
O protótipo da Google

Depois de sacudir o mundo com seu aplicativo que oferece o serviço de motoristas particulares, a Uber está com um projeto, adiantado, de desenvolvimento de carros autônomos. Na semana passada, em Pittsburgh (EUA) um carro com a inscrição “Uber Advanced Technologies Center” nas laterais, foi visto circulando sem muito segredo.

Conhecida por atrair a ira de taxistas no Brasil, onde o uso do aplicativo chegou a ser proibido, agora é a vez de os próprios motoristas beneficiados pela Uber colocarem as barbas de molho, temerosos de perder o ganha-pão. Em todo o mundo, no ano passado, a Uber empregava cerca de 160 mil motoristas.

Especialistas dizem que carros autônomos serão largamente utilizados entre 10 e 15 anos. E seriam muito bem aceitos. Pesquisas recentes apontam que 60% do total de entrevistados responderam que usariam, sem pestanejar, um carro autônomo. Deste total, 32% disseram que não continuariam dirigindo caso o carro autônomo estivesse disponível no mercado. Os números são de pesquisas realizadas nos EUA.

Há toda uma expectativa sobre a viabilidade ou não dos “carros que se dirigem sozinhos”. Se por um lado vão impactar milhares de empregos, por outro vão abrir possibilidades que sequer conseguimos vislumbrar nos dias de hoje.

Google

Os carros autônomos não são grande novidade. A onipresente Google garante estar próxima do lançar no mercado um carro autônomo. Ela tem vários veículos rodando em diversas rotas diferentes. Recentemente um deles cruzou os Estados Unidos de São Francisco a Nova York. Sem registrar nenhum acidente.